domenica

:: Pensamento...


Quem não consegue dizer "não" perde o controle de sua vida,
fica à mercê das solicitações de qualquer pessoa que lhe peça
um favor. Pense em frases que você possa usar, como "direi
para você depois", "não estou bem certo agora". Isso lhe dará
tempo para respirar e fará com que você evite dizer ‘sim‘ todas
as vezes.
Brian Roet

giovedì

:: Minuto de Sabedoria...


O agradecimento da maioria das pessoas não passa de uma secreta esperança de receber novos e maiores favores.
La Rochefoucauld

venerdì

:: Incendios forestales en Sepulveda Pass, cerca de Los Ángeles, EE. UU....


Incendios forestales en Sepulveda Pass, cerca de Los Ángeles, EE. UU.

:: Otoño en Praga...


Otoño en Praga.
Una pequeña embarcación en el río Vltava, en la capital checa.

:: Minuto de Sabedoria...


Não tenha pressa em chegar ao fim.
Caminhe com segurança e constância,
porque tudo nos chegará na hora exata e mais oportuna.
Os frutos amadurecidos à força não são tão saborosos
quanto os que amadurecem naturalmente.
Saiba esperar com paciência e não desanime.

giovedì

:: Significado dos sentimentos...

lunedì

:: Minuto de Sabedoria...


Uma hora de intenso prazer substitui com folga três horas de sono perdido.
O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
Gurdjieff

:: Angela Bacon Kidwell...


domenica

:: Vivo um momento mágico

vivo um momento mágico

XI

despedi-me de ti

toquei na tua face com a minha face

a minha pele a tua pele

estive contigo

sentado ao teu lado

sentado a tua frente

ouvi-te rir

vi-te sorrir

ouvi a tua voz

olhei para as tuas mãos

vi-te olhar o mar

caminhei ao teu lado

soube que o universo tem 13,7 mil milhões de anos

— de repente tudo isso perdeu importância

gosto de te amar


XVII
passar o tempo sem ti é uma forma de pensar em ti

cubro a golpes a minha imaginação

pequenina e doce é de ti que quero o tempo

dos braços, abraços que virão de onde está o futuro

é calor que encontro na tua voz

a hesitação que transparece

as palavras cortadas por outras palavras

tudo em ti me encanta

és suave e forte ...

tão forte...

...onda serena...


XIX
gostava de saber escrever

um poema que reproduzisse fielmente

a beleza de seres tu

agora é o tempo de estar comigo

quero escrever um poema de palavras grandes

vivo um momento mágico
Carlos César Pacheco, Agosto de 2006


Mais em silêncio maciço

venerdì

:: Felizes...

Photobucket
Felizes são os que ouvem
a palavra de Deus e a guardam!
Lucas 11:28 - Textos bíblicos

::

boogywoogy

giovedì

:: Diana Krall - A Case of You [Live] (Joni Mitchell cover)...

domenica

::

giovedì

:: Silje negaard - Be still my heart...

::

boomp3.com

:: Minuto de Sabedoria...




Não fuja de seus problemas nem se desespere.

Encare-os de frente com coragem e determinação,

pois se não resolvê-los no dia de hoje

certamente terá que fazê-lo no dia de amanhã,

porque eles continuarão existindo enquanto

não forem resolvidos, prolongando o seu sofrimento.

::

:: Sofig...


::


Querer-te é sentar-me na praça,

logo de manhã, só para te ver passar

Querer-te é os teus olhos, o teu sorriso cúmplice,

as tuas palavras

Querer-te é também não me veres,

se por acaso alguém está perto

Querer-te é haver sol e vento e estrelas.

É o verde das acácias e daspalmeiras

e as rosas de Jericó alinhadas até à ponta das dunas

Querer-te é o castanho doce dos figos sobre a mesa,

as tâmaras, a voz

da grande Kolthoum vinda de uma janela num cântico apaixonado

ao Nilo

Querer-te é haver noite - ah, sobretudo a noite!

E é o teu corpo nu,exausto, branco como um templo,

porque todos os corpos

são umtemplo no solo consagrado que há

Querer-te é o sorriso no rosto das crianças,

o grácil e dançante

caminhar das mulheres, a fonte, as águas

Querer-te é tudo,

até o meu desejo de te não querer

Victor Oliveira Mateus


Victor Oliveira Mateus






Não sou uma vitória ou uma derrota,
mas me conquisto sempre cada dia,
procurando essa forma mais remotado
que em mim nos instantes se perdia.
Nem um profundo mar, nem superfície,
nem vento ou pedra:
leve, na existência,balanço
entre as montanhas e a planície
com asas no sentir, preso à consciência.
Tudo o que é meu anseia uma amplidão,
de um céu inacabado a nostalgia.
É o peso desta terra em minha mão.
E enquanto espero o mundo na Poesia
enfim suprir, eu luto e mais persigo
esta idéia de mim, que não consigo.
Lupe Cotrim

:: Nicola Novotny...


:: Anke Merzbach...


mercoledì

::

:: Minuto de Sabedoria...


Você sabe que está ficando velho...
quando as velas começam a custar mais caro que o bolo.
Bob Hope

:: No colo do Anjo...


NO COLO DO ANJO
Empoleirado na torre do meu sonho
um anjo resplandece
.Cílios cintilantes
estrelas nos olhos
ele me acena com plumas
e me abraça com asas.
Juntos vagamos
entre rastros de astros
a cavalgar nuvens por planícies etéreas
até que me sinto serena.
É como se mudo dissera
não temas véus ou névoas
qualquer neblina passa.
Mas eis que então fala:
Não sejas cega, menina.
O olhar de Deus tudo abarca.
Só os homens têm pálpebras.
Astrid Cabral

Astrid Cabral
Astrid Cabral

:: Ralph Mecke....


:: Pierre Angeli...





























Pierre Angeli(France)

lunedì

:: Poesia...

:: Minuto de Sabedoria...




Pare de se esconder pelos cantos.

É hora de ir à luta.

Relaxe...

Inspire e solte o ar lentamente pela boca.

Tente meditar!

Aceite o fato que vai ter de deixar

para trás uma certa carga emocional...

Talvez um pouco da culpa seja sua.

Se for este o caso,

tenha coragem de pedir desculpas,

pois nunca é tarde para isso.


:: B. Berenika...


:: Não Adormeças...



Não adormeças:
o vento ainda assobia no meu quarto
Não adormeças:

o vento ainda assobia no meu quarto
e a luz é fraca e treme e eu tenho medo
das sombras que desfilam pelas paredes
como fantasmas
da casa e de tudo aquilo com que sonhes.
Não adormeças já.
Diz-me outra vez do rio que palpitava
no coração da aldeia onde nasceste,
da roupa que vinha
a cheirar a sonho e a musgo
e ao trevo que nunca foide quatro folhas;
e das ervas húmidas e chãs
com que em casa se cozinham perfumes
que ainda hoje
te mordem os gestos e as palavras.
O meu corpo gela à míngua dos teus dedos,
o sol vaidemorar-se a regressar.
Há tempo para uma história
que eu não saiba e eu juro que,
se não adormeceres,
serei tão leve que não hei-de pesar-te
nunca na memória,como na minha pesará
para sempre a pedra do teu sono
se agora apenas me olhares de longe e adormeceres.
Maria do Rosário Pedreira de A Casa e o Cheiro dos Livros

Maria do Rosário Pedreira

Maria do Rosário Pedreira

poesia_e_prosa: Maria do Rosário Pedreira

Sítio Peludo: Um poema de Maria do Rosário Pedreira

Maria do Rosário Pedreira
Maria do Rosário Pedreira - Biografia, Poemas e Fotografias

vozes: Maria do Rosario Pedreira


:: Pixelles...


sabato

:: Poesia...

martedì

::

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:: Minuto de Sabedoria...



É dito que a mente pode ser sua melhor amiga ou pior inimiga.
A cada segundo você tem a chance de escolher a companhia.


:: Voando com o Pássaro...


Tu queres sono:

despe-te dos ruídos, e

dos restos do dia,

tira da tua boca

o punhal e o trânsito,

sombras de

teus gritos, e roupas, choros,

cordas e

também as faces que assomam

sobre atua sonora forma de dar,

e os outros corpos

que se deitam e se pisam,

e as moscas

que sobrevoam o cadáver do teu pai, e a dor

[ (não ouças)

que se prepara para carpir tua vigília, e os

[ cantos que

esqueceram teus braços e tantos movimentos

que perdem teus silêncios, o os ventos altos

que não dormem, que te olham da janela

e em tua porta penetram como loucos

pois nada te abandona nem tu ao sono.
Ana Cristina César



:: Monika Baginska...


:: Dor...


não é mentira
é outra a dor que dói
em mim
é um projeto
de passeio
em círculo
um malogro
do objeto
em foco
a intensidade
de luz
de tarde
no jardimé outra
outra a dor que dói
Ana Cristina César

:: Dennis Chotenovsky.....


domenica

::

venerdì

::

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:: Minuto de Sabedoria...



Minuto de Sabedoria
A derrota depende de nós,
tanto quanto a vitória.
Entretanto, a pior derrota
é a de quem desanima.
Não desanime jamais.
Siga à frente corajosamente
porque a vitória
sorri somente àqueles
que não param no meio da estrada

:: Esperança Perdida...


Soneto da perdida esperança
Perdi o bonde e a esperança.
Volto pálido para casa.
A rua é inútil e nenhum auto
passaria sobre meu corpo.
Vou subir a ladeira lenta
em que os caminhos se fundem.
Todos eles conduzem ao
princípio do drama e da flora.
Não sei se estou sofrendo
ou se é alguém que se diverte
por que não?
na noite escassa
com um insolúvel flautim.
Entretanto há muito tempo
nós gritamos: sim!
ao eterno.
Carlos Drummond de Andrade

:: Satoshi Saikusa...


:: No Corpo...

No corpo feminino, esse retiro
No corpo feminino, esse retiro

- a doce bunda - é ainda o que prefiro.
A ela, meu mais íntimo suspiro,
pois tanto mais a apalpo quanto a miro.
Que tanto mais a quero, se me firo

em unhas protestantes, e respiro
a brisa dos planetas, no seu girolento, violento...
Então, se ponho e tiro
a mão em concha - a mão,

sábio papiro,iluminando o gozo,
qual lampiro,ou se, dessedentado, já me estiro,
me penso, me restauro, me confiro,

o sentimento da morte eis que o adquiro:
de rola, a bunda torna-se vampiro.
Carlos Drummond de Andrade


Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade - Biografia
Carlos Drummond de Andrade
Poesias - Carlos Drummond de Andrade

nova cultura - carlos drummond de andrade
Jornal de Poesia - Carlos Drummond de Andrade
Poemas de Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
Drummond

:: David Swanson...


mercoledì

::












venho do silêncio mais loba mais árabe menos faca antes farpa outro vestido a mesma capa.fui ao deserto. nasceu-me um filho.da terra vermelha. da terra sanguínea. da pele vestal sou agora outra muralha desabituei-me da planície.
fiz-me à montanha. galopei-me. voltei. mais secreta. menos incerta. menos asa.mais de areia. menos perguntas. menos respostas. de esporas. quero menos. quero agora.só agora voltei. muitas mortes muitas viagens
depois. para lembrar o que não esqueço.tudo o que trago nos traços da pele. lama. perfume.finitude que me cega claridades de cal. e que me afoga todos os afagos e cala as palavras e descola os gritos. como placenta como raiz.voltei para acordar do automatismo. do esboço. do risco.do retrato. do adjectivo. venho do silêncio das guelras da fome e do exótico.
ramo sem folhas. sem reservas e dispersa. cénica. e nunca sedenta.
Em HORA TARDIA....de isabel mendes ferreira
(
um espaço que é obrigatório visitar pela qualidade)



martedì

::

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:: Minuto de Sabedoria...


Minuto de Sabedoria
Não faltarão instantes
em que o desânimo tentará te envolver.
É possível, ainda, que as sombras
te convidem para o futuro incerto,
porém, serás livre para seguir a luz.
Pensa nisso e, em situações difíceis,
lembra de que felicidade ou aflição
resultará da escolha que você fizer.
Scheilla
Visite: www.minutodesabedoria.com.br

:: As Palavras...


As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade

:: Frente a Frente...


Frente a frente
Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.
Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco!
Eugénio de Andrade

:: Marta Bauza...


:: Respiro o teu corpo...

Respiro o teu corpo
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.
Eugénio de Andrade


Poemas de Eugénio de Andrade

Eugénio de Andrade - Biografia,
Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade
POESIA: EUGÉNIO DE ANDRADE

Homenagem a Eugénio de Andrade

Eugénio de Andrade
poemas em prosa de Eugénio de Andrade

Eugénio de Andrade.

:: Lisa Spindidler...


sabato

::

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:: Minuto de Sabedoria...



Minuto de Sabedoria
Um velho índio descreveu

certa vez em seus conflitos internos:

"Dentro de mim existem dois cachorros,

um deles é cruel e mau,

o outro e muito bom e dócil.

Os dois estão sempre brigando..."

Quando então lhe perguntaram

qual dos cachorros ganharia a briga,

o sábio índio parou, refletir e respondeu:

"Aquele que eu alimentar".
Visite: www.minutodesabedoria

:: Amor...




O meu amor, o meu amor, Maria

É como um fio telegráfico da estrada

Aonde vêm pousar as andorinhas..

.De vez em quando chega uma

E canta(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)

Canta e vai-se embora

Outra, nem isso,

Mal chega, vai-se embora

.A última que passou

Limitou-se a fazer cocô

No meu pobre fio de vida!

No entanto, Maria,

o meu amor é sempre o mesmo:

As andorinhas é que mudam.
Mario Quintana - Preparativos de Viagem


:: Lara Jade...


:: Andrzej Jurczak...


lunedì

::

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:: Minuto de Sabedoria...


Minuto de Sabedoria
Uma hora de intenso prazer substitui
com folga três horas de sono perdido.
O prazer recompõe mais que o sono.
Logo, não perca uma oportunidade
de divertir-se.
Gurdjieff
Visite: www.minutodesabedoria.com.br

:: Sonho...




Nuno Judice
A a Z

Obra publicada

A forma que o sonho adquire fica presa
nas mãos, de onde se solta à medida
que a noite avança.
E se os olhos estão fechados,
é porque isso é necessário~
para que se possa ver
a única paisagem que importa:
um comboio
de palavras que avança
nas linhas da vida,
atirando para o céu do futuro um fumo
de imagens.
O poema captá-las-á;
e poderás acordar,
então, vendo que o sono
serviu para alguma coisa.
Nuno Judice

:: Bogdan Jarocki...


:: Anikout...




Confiança
O que é bonito neste mundo,
e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...
Miguel Torga

Anikout

sabato

:: Hitler...


El joven Hitler. El actor alemán Tom Schilling, en el papel de Adolf Hitler, y Goetz George como Schlomo Herzl, durante el rodaje de la película Mein Kampf (Mi lucha, el manifiesto escrito por el dictador), en Viena. Dirigido por Odermatt, la cinta está basada en la novela del húngaro Georg Tabori sobre los primeros años de Hitler en Austria.

domenica

::

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:: Minuto de Sabedoria...





Minuto de Sabedoria
As pessoas felizes não têm as melhores coisas.



Elas sabem fazer o melhor das oportunidades



que aparecem em seus caminhos.
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:: Amor...

As sem razões do amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionário
se a regulamentos vários
.Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem
(e matam)a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade


Carlos Drummond de Andrade - Biografia, Poemas e Fotografias
Memória Viva de Carlos Drummond de Andrade - Verso
Memória Viva de Carlos Drummond de Andrade
A Magia da Poesia - Carlos Drummond de Andrade
Jornal de Poesia - Carlos Drummond de Andrade
Amazon.com: Quarenta Historinhas E Cinco Poemas: Carlos Drummond ...
Ainda Melhor - Poesias - Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade - Wikipedia, the free encyclopedia

YouTube - Verdade - poesia Carlos Drummond de Andrade:

Poesias de carlos drumond de andrade - Pensador




Fotografia em Anikout


sabato

:: Em certos


::

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:: E Fico...



E fico neste estado catatónico,telegráfico,
estúpido, lacónico,quando te vejo ou ouço a tua voz
.Bem queria que passasse este registo,
que, se é para ser isto sem ter isto,
melhor que te tomar é tomar pós
de frutos, contra enjoos, suculentos,
bons para a pele, na alma como unguentos
ou band-aids em chuva colante.
Mas em qualquer dos casos, o que resta é:
não te veja, ou veja (em curta festa):
a saudade:
submersa e naufragante.
Não te posso ouvir mais,
digo três vezes,e com muito fervor e muitas preces,
como se esconjurasse Satanás.
Depois, uma palavra, um leve traço,
um minúsculo gesto abrindo o espaço e,
mesmo que não estejas, aqui estás.
E sentas-te ao meu lado na cadeira.
Ninguém te vê: só eu.
A curva inteirado pescoço, dos ombros,
ou da mão.
Toco-te levemente e o vizinho
na mesa ao lado, espreita-me,
de mansinho,
pensando que perdi toda a razão.
E devo ter perdido,
se o real me parece uma coisa desigual,
um band-aid barato,
a descolar.
E a única coisa mais parecida
com o ser realmente é uma vida
que não posso, nem devo,
acarinhar.
E até essa palavra lembra ti,
e a fractura começa por aí,
numa sintaxe que não sei rimar:
Não te posso ver mais.
Não, não e não!
(E sai-me o verso assim, como vulcão
limitado a explodir dentro do mar.)
E agora, o quê?
Pergunto-me, interrogo-me,
faço das linhas coração.
E chovo-me:miría de em band-aids,
tão veloz:
é que fico na mesma catatónica,
meio estúpida, letárgica,
lacónica,
se torno em verso,
e minha, a tua voz.
Ana Luísa Amaral

giovedì

:: Aura...


mercoledì

::

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martedì

:: Dificìências...



"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. "Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. "Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. "Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. "Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre. "
Mário Quintanas
(É muito dificil encontrar uma amizade verdadeira!!!)


domenica

:: Minuto de Sabedoria...



Minuto de Sabedoria
A paz que procuramos
está no silêncio que não fazemos.
Lembre-se que o silêncio
é algumas vezes a melhor resposta.
Dalai Lama

::

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:: Sobre um mote de Camões...

Sobre um mote de Camões
Se me desta terra for
eu vos levarei amor.
Nem amor deixo na terra
que deixando levarei.
Deixo a dor de te deixar
na terra onde amor não vive
na que levar levarei
amor onde só dor tive.
Nem amor pode ser livre
se não há na terra amor.
Deixo a dor de não levar
a dor de onde amor não vive.
E levo a terra que deixo
onde deixo a dor que tive.
Na que levar levarei
este amor que é livre livre.
Manuel Alegre

::

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:: Realidade...











Álvaro de Campos
Realidade

Sim, passava aqui frequentemente
há vinte anos...
Nada está mudado - ou,
pelo menos, não dou por isto
- Nesta localidade da cidade ...
Há vinte anos!...
O que eu era então! Ora, era outro...
Há vinte anos, e as casas não sabem de nada...

Vinte anos inúteis (e sei lá se o foram!
Sei eu o que é útil ou inútil?)...
Vinte anos perdidos (mas o que seria ganhá-los?)
Tento reconstruir na minha imaginação
Quem eu era e como era quando por aqui passava
Há vinte anos...
Não me lembro, não me posso lembrar.
O outro que aqui passava, então,
Se existisse hoje, talvez se lembrasse...
Há tanta personagem
de romance que conheço melhor por dentro
De que esse eu-mesmo
que há vinte anos passava por aqui!
Sim, o mistério do tempo.
Sim, o não se saber nada,
Sim, o termos todos nascido a bordo
Sim, sim, tudo isso, ou outra forma de o dizer...
Daquela janela do segundo
andar, ainda idêntica a si mesma,
Debruçava-se então uma rapariga
mais velha que eu, mais lembradamente de azul.
Hoje, se calhar, está o quê?
Podemos imaginar tudo do que nada sabemos.
Estou parado físisca e moralmente:
não quero imaginar nada...
Houve um dia em que subi
esta rua pensando alegremente no futuro,
Pois Deus dá licença
que o que não existe seja fortemente iluminado,
Hoje, descendo esta rua,
nem no passado penso alegremente.
Quando muito, nem penso...
Tenho a impressão que as duas figuras
se cruzaram na rua, nem então nem agora,
Mas aqui mesmo,
sem tempo a perturbar o cruzamento.
Olhamos indiferentemente um para o outro.
E eu o antigo lá subi a rua
imaginando um futuro girassol,
E eu o moderno lá desci
a rua não imaginando nada.
Talvez isso realmente se desse...
Verdadeiramente se desse...
Sim, carnalmente se desse...
Sim, talvez...

mercoledì

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:: Navegar....


Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito [d]esta frase, transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

[Nota de
SF
"Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos
Jornal de Poesia - Fernando Pessoa (Obra Completa)
Jornal de Poesia - Fernando Pessoa

Poesia felicidade Fernando Pessoa - Pensador
Poemas de Fernando Pessoa - Poemas de Cecília Meireles - Timidez ...
1.040 poemas Fernando Pessoa para ler online
Fernando Pessoa - Biografia, Poemas e Fotografias
Jornal de Poesia - Fernando Pessoa

giovedì

boomp3.com

:: Suplica...

Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga

Miguel Torga - Wikipédia
Miguel Torga
Miguel Torga - Biografia, Poemas e Fotografias
Miguel Torga
Miguel Torga Página Inicial
Miguel Torga

martedì

::

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:: Foi para Ti...



Foi para ti

que desfolhei a chuva

para ti soltei o perfume da terra

toquei no nada

e para ti foi tudo

Para ti criei todas as palavras

e todas me faltaram

no minuto em que falhei

o sabor do sempre

Para ti dei voz

às minhas mãos

abri os gomos do tempo

assaltei o mundo

e pensei que tudo estava em nós

nesse doce engano

de tudo sermos donos

sem nada termos

simplesmente porque era de noite

e não dormíamos

eu descia em teu peito

para me procurar

e antes que a escuridão

nos cingisse a cintura

ficávamos nos olhos

vivendo de um só olhar

amando de uma só vida

Mia Couto


Mia Couto - Wikipédia

BIOGRAFIA

miacouto

mia couto

Mia Couto
Mia Couto: Index

Editorial Caminho - Mia Couto

mia couto

Mia Couto

venerdì

:: Noticias várias...





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lunedì

.. Livros - Nove Mil Passos...



Nove Mil Passos, de Pedro Almeida Vieira
Uma nova edição do livro que relata a história de Francisco d’Ollanda, um dos primeiros humanistas portugueses, que, no século XVI, toma a incumbência de encontrar uma solução para a sede crónica na capital do Reino. Mas várias adversidades abortam esta tentativa. Paralelamente, são contadas num tom intimista e humorístico, as intrigas da Corte, a libertinagem e o fausto da vida do rei, o despontar da Maçonaria e o quotidiano surrealista de uma sociedade que vacila entre as crendices e o terror à Igreja. (Booket, 320 pp, € 7.75)
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domenica

:: Annie Leibovitz...




Annie Leibovitz na Wikipédia, com link para as fotos citadas.
Veja as fotos das séries mais recentes da fotógrafa aqui.

:: Quando ...


Quando partires, às cegas,
pelas veias da cidade,
encontrarás quem de mim
diga que estou vivo,
ou o contrário.
E quando o fizeres, ver-me-ás,
sozinho, de rosto
estampado nos quadros da parede,
com as pálpebras
cerradas sobre o meu peito.
Escreverei cartas como se te desenhasse
a cada palavra,o vento voará
por mim sem que o impeça,
e tocar-me-ei pela noite dentro,
imaginando que estás por aqui.
De hoje em diante, cerro a porta do quarto
para que não entres
- tenho a certeza de que te convidei,
um dia, mas já não estou certo.
Apagarei cigarros em frenesim,
como páginas soltas
de memória ou como lumes brandos
nas copas das árvores
- imaginei tudo isto enquanto dormias,
nos teus sonho
sem que o corpo era uma massa volúvel,
insana e vermelha.
Hoje já é manhã
- a esta hora já acorda quem por
mim não passa.
Não durmo para que,
ao chegar aonde tu estás,
possa ser uma surpresa ou desilusão
- como uma marca no peito,
como um soluço de água quando
a noite cai.
Para isso estou hoje aqui,
para que me entregues epara que morra.
Pela penumbra, espalhei fotografias
e luas luminescentes
que olho e que gasto
com a minha saliva,
como o selo desta carta.
Na minha pele ainda jaz
o teu bafo quente de
quando acordavas
e de quando eu te via
- às escuras, nua
,pelo quarto herege e quente.
De dentro dos lençóis emanava
a voz que, aos nossos corpos,
se assemelhava a uma religião,
a uma quase-entrega-imaterial.
E, por não te ter, me retiro
para países onde o sol se
ponha e onde os olhos não me ardam.
Para que me possa solver
no meio das multidões,
onde alguém fala, onde ninguém me conhece
- como uma palavra.
E em línguas estranhas
me defino no livro que escreves,
dia após dia, onde te recordas,
onde deixas latente quem eras
ou quem serias se, por aqui, as giestas
fossem calmas e se o teu corpo se enlevasse
- à altura do meu peito surgem marcas,
os teus dedos estão queimados
e a pele nada mais é que um perfume
mastigado onde
não estás mais.
Sérgio Xarepe


.. Melvin Sokoslsky...


Em Melvin Sokolsky